coaching para idosos na Folha de São Paulo

Um dos nichos em que atuamos são os idosos. Quem são os idosos? Muitos não gostam de ser chamados assim, mesmo tendo em torno ou mais de 60 anos de idade. Simplesmente porque não se sentem idosos e em nossa cultura ainda é confundido “idoso” com “velho”, expressão essa mais pejorativa.

Mas é só uma nomenclatura classificatória necessária para várias ações políticas. Assim como são definidos os lactentes (de 28 dias a 2 anos de idade), criança (de 2 a 10 anos), adolescência (de 10 a 19 anos) e assim por diante.

Voltando ao assunto do coaching para idosos, fiquei muito feliz este final de ano pois uma repórter me procurou, devido minha experiência com essa população, para uma entrevista sobre o IDOSO NO MERCADO DE TRABALHO.

Carmen Rodrigues comenta sobre a importância do Coaching para Idosos na Folha de São Paulo.

A reportagem pode ser encontrada no link https://goo.gl/J6B8f2

O interesse da jornalista era saber como a pessoa nesta fase da vida deve se preparar para continuar ou voltar ao mercado de trabalho. A reportagem revela que 10 a cada 9 idosos contribuem para o orçamento familiar, sendo que 43% desses são os principais provedores. Mas o levantamento citado por ela também relata as dificuldades que muitos idosos encontram para voltar ao mercado de trabalho, sendo uma delas o preconceito.

Quero salientar algumas coisas: temos várias situações diferentes, neste caso. Uma delas é a pessoa (geralmente a mulher) que decidiu dar um tempo na sua carreira para se dedicar aos filhos e marido e que, depois que todos estão formados e tranquilos, ela quer voltar ao mercado, pois encara que finalmente “chegou sua vez” de fazer o que gosta e se realizar como pessoa e profissional.

Outra situação muito comum é a pessoa que trabalhou por 25 ou 30 anos numa profissão que não é o seu chamado. Foi simplesmente o emprego de sua vida inteira. Lembrem-se que nesta geração (sei muito bem pois é a minha) as pessoas entravam num “emprego” e não saíam mais, até se aposentarem. Nem se perguntavam se gostavam de fazer aquilo ou não e muito menos se estavam felizes ou não. Estas pessoas agora, após “terem cumprido esta fase da vida”, querem fazer aquilo que amam. Ou querem descobrir o que amam. Então querem entrar no mercado em outra área, fazendo o que de fato está em seu coração.

Uma outra situação ainda é aquela pessoa que se aposentou mas precisa continuar trabalhando para sua manutenção financeira ou de sua família, independente de querer ou não. E por último, temos aqueles que não precisariam financeiramente continuar trabalhando mas amam o que fazem, não conseguem se imaginar parados e querem continuar produzindo.

Idosos e jovens trabalhando juntos: temos muito a aprender um com o outro.

Bem, em todas essas situações, levando-se em consideração a particularidade e a individualidade de cada um, é muito importante que o idoso se mantenha atualizado quanto à área em que pretende atuar, quanto à tecnologia utilizada nessa área, à tecnologia da informação, que tenha consciência de sua expertise e experiência e se valorize, sem desvalorizar o conhecimento do jovem.

Todos temos muito a aprender um com o outro: o jovem com o idoso e vice-versa. O idoso deve levar em conta, também, suas limitações físicas (por mais ativo e saudável que seja, não tem mais 25 anos) e suas prioridades. Sim, as prioridades mudaram, desde quando você tinha 25 anos. Graças a Deus, não é?

O idoso não deve pretender atividades que exijam muito rigor físico e querer competir com um jovem nesta função. Por isso o coach José R Marques, nesta mesma reportagem, cita que atividades como consultoria são preferidas pelos idosos.

Eu mesma, apesar de ser apaixonada pela enfermagem assistencial, optei, aos 57 anos, por atuar na gestão, pois o esforço físico exigido numa enfermaria de pediatria, de 18 leitos, em um hospital universitário, é intenso. E na gestão a experiência e bagagem emocional é fundamental e a atividade física é menor.

Ao decidir sair da enfermagem e me dedicar ao coaching e mentoria de gestão de pessoas, considerei esta fase de minha vida como um ciclo que se encerrou e iniciei outro, com novas prioridades, nova energia, muito mais bagagem e convicção do que eu queria fazer: cuidar da alma das pessoas no coaching e auxiliar pessoas com minha experiência em gestão de pessoas, na mentoria.

Portanto, o preconceito muitas vezes está dentro de nós mesmos. Com o número cada vez maior de idosos em nossa população, o mercado precisará cada vez mais de pessoas com experiência e vontade de trabalhar, com o diferencial que estas pessoas sabem exatamente o que querem. Só que o idoso terá que sair de sua zona de conforto, ir estudar, se aprimorar, ter humildade para aprender o novo.

Por isso o coaching para idosos é fundamental para ajuda-los a encontrar esse equilíbrio. Muitos desafios aparecem nessa fase, como o fato de “ninguém” mais precisar deles, se sentir sem vigor, etc.

E viva a possibilidade de viver muitas vidas na mesma vida! É assim que me sinto, renascendo todos os dias, a cada pessoa que atendo e a cada conhecimento novo que adquiro.

2 comments

  1. Que linda! Adorei sua reportagem. Também sou Coach, tenho 33 anos e amanhã farei uma palestra para idosos. Eu me vejo como você no futuro, mudando de fase em fase, aproveitando cada uma delas. Fico muito feliz por poder aprender um pouco mais com sua experiência. Muito sucesso, sempre!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *