Desde que me conheço por gente sabia que queria “cuidar das pessoas”. E desde então, por 35 anos, foi o que fiz, atuando como enfermeira em diferentes segmentos da saúde: assistencial (com crianças, adultos, famílias, pacientes crônicos, emergência, etc), educação e gestão. Baseada nesta experiência, ao me desligar do hospital onde atuei por 26 anos, decidi que poderia continuar cuidando, mas agora das pessoas que cuidam. De que forma?

Nutricionistas, médicos, enfermeiros, educadores físicos, fisioterapeutas, dentistas, farmacêuticos, entre outros, todos são profissionais que se esforçaram muito para se formarem, enfrentam bravamente longas jornadas de trabalho (na maioria das vezes com mais de um vínculo empregatício) e tantas outras são dedicadas aos estudos, aperfeiçoamento de técnicas e, muitas vezes com grande dificuldade. Têm prazer nato em ajudar, disponibilizam suas energias e talentos, com o objetivo de ver o outro curado ou no mínimo confortável.- cuidado.

Além disso, os profissionais dessa área costumam estar em constante estresse e pressão decorrente da responsabilidade que têm sobre a vida de outros seres humanos.

A saúde, de um modo geral, está gravemente enferma em nosso país, com estes profissionais cada vez mais desmotivados, cansados, mal remunerados, sem dinheiro ou tempo para desfrutar da companhia da família, viagens, cursos, ou qualquer outra forma de prazer.

Obviamente que esta realidade se reflete naquele pelo qual escolhemos esta profissão: nosso cliente (ou paciente). O profissional de saúde, vendo seu sujeito de cuidado tão mal cuidado, o sistema de saúde tão sucateado, mais uma vez se vê insatisfeito e desanimado. Com este cenário, os conflitos entre as pessoas são cada vez mais frequentes, tornando o ambiente de trabalho ainda mais sofrível.

Tem sido cada vez mais frequente vermos profissionais da saúde (??) se afastando do trabalho por motivos de saúde (a depressão é a principal causa), ou ainda procurando outras áreas de atividade.

Certa vez ouvi uma frase mais ou menos assim: “profissional de saúde satisfeito, é igual a paciente bem cuidado”. Então, como ajudar estas pessoas tão guerreiras e imprescindíveis para a saúde de todos nós? Como queremos ser cuidados quando formos nós a estarmos num leito de hospital? Como queremos que nossa família seja cuidada ao adoecer?

Coaching para profissionais de saúde

O Coaching para médicos, enfermeiros e demais profissionais da área, visa auxiliá-los a enfrentarem de uma melhor forma os desafios que a carreira oferece diariamente, encontrando o foco que muitas vezes se perdeu (o motivo pelo qual escolheu esta profissão) e planejando ações que tragam os resultados tão desejados.

O coaching é uma metodologia poderosa, rápida, eficiente, capaz de potencializar todas as habilidades e talentos dos profissionais da saúde. É um processo de desenvolvimento e autoconhecimento profundo, de fortalecimento interno, evolução pessoal e profissional.

Ele auxilia na transformação de uma situação atual para uma situação desejada, na tomada de decisões, no aumento da performance, na resolução de conflitos, no desenvolvimento de lideranças e melhoria na qualidade de vida, a curto prazo.

Trata-se de um processo que produz mudanças positivas e duradouras em um curto espaço de tempo (em média três meses) de forma efetiva e acelerada. O programa de Coaching é uma oportunidade de visualização clara dos pontos individuais, de aumento da autoconfiança, de quebrar barreiras de limitação, para que as pessoas possam conhecer e atingir seu potencial máximo e alcançar suas metas de forma objetiva e, principalmente, assertiva (Instituto Brasileiro de Coaching).

O Coaching para a saúde tem por finalidade ainda auxiliar esses profissionais, tão importantes em nossa sociedade, a alcançarem com maestria seu sucesso e o de seus pacientes, oferecendo um tratamento ainda mais humanizado e encorajador, que proporcione mais confiança às pessoas que passam por problemas de saúde.

Querido profissional de saúde, lhe pergunto: Como você quer ser lembrado ao final de sua trajetória? Quais histórias deseja contar? Qual caminho deseja seguir daqui para a frente?

Alice chega a uma bifurcação da estrada e pergunta ao Gato qual caminho deve seguir. O Gato pergunta de volta: “para onde você está indo?”. Ela responde que não sabe. Então, ele diz: “Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

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