saúde

Pra falar de saúde, o que é doença?

Segundo a Psicossomática, a doença é algo mais do que um acidente desagradável e indesejável em nossas vidas. Segundo Silveira (1997), ao abordarmos o ser humano como um todo, podemos afirmar que não existe separação entre corpo e mente; a psique está no corpo como o corpo está na psique. Sendo assim, encaramos a doença como uma representação da energia psíquica que não encontrou outra forma de se expressar, porque a pessoa doente não descobriu outra maneira de simbolizar seu desequilíbrio.

Portanto, como costumo dizer, “a doença está a serviço da saúde”. Este conceito da psicossomática deveria ser um conceito internalizado, sobretudo por aqueles que não concebem o homem fragmentado, por quem trata do doente e não da doença.

Por que adoecemos?

Embora deseje a saúde, você adoece exatamente nos momentos em que não poderia adoecer, para inconscientemente se defender de um conflito, de uma situação ameaçadora, para se castigar, usufruir de algum benefício afetivo, lutar por algum desejo, ou ainda, enfrentar alguma dificuldade.

Jung (1971) sempre chamou a atenção sobre os perigos da unilateralidade da psique, os perigos de nos prendermos excessivamente à consciência e sermos surpreendidos pelo inconsciente. Em sua função simbólica, a doença é parte integrante de uma cultura da mesma maneira que qualquer outra produção de ordem artística, ou um arquétipo. 

Adoecemos como forma de darmos uma parada “obrigatória” para evitar que caminhemos rumo à morte ou à loucura (Freitas, 2020).

Quando a boca cala, o corpo fala.

E o que é saúde?

Portanto, entendo que saúde é o ser humano conectado com sua essência nas dimensões física, emocional, psíquica e espiritual, vivendo de forma harmoniosa e equilibrada consigo mesmo, seu ambiente e o planeta.

É sentir que você está vivendo seu propósito, está conectado à sua essência, a quem você é. É viver com sentido, ou seja, não apenas sobreviver.

E o que é cura?

Entendo cura como ‘religare’ como diz Carl Gustav Jung. Ou seja, toda cura é autocura onde nós, terapeutas, médicos, psicólogos e outros profissionais da área somos apenas ‘facilitadores’ para que o outro Ser SE cure. Curar-se significa ‘retornar’ à essência divina, reconectar-se. A partir deste ‘religare’ a cura se dá, em qualquer nível.

E o profissional da saúde, quais são suas dores?

Você está sempre olhando e se preocupando com as dores dos outros, mas e as suas? Quem cuida de você? No conceito de doença e cura que vimos acima, só você pode cuidar de você e se curar.

Do que você quer se curar? Como está seu nível energético? Que área de sua vida está doente? Você é um ótimo profissional, mas sua vida financeira está totalmente desequilibrada? Ou você está muito bem financeiramente mas está acima do peso, se sente cansado, sem disposição? Ou sua disposição e forma estão ótimas, financeiramente está muito bem, mas seus relacionamentos são um desastre?

Se saúde é o equilíbrio entre tudo isso, tudo começa a nível energético e a cura está dentro de você, como você pode encontrar esta saúde (religare)?

E como encontrar a sua saúde, você que cuida da saúde de outros?

Existem muitas formas de fazer o religare. Cada um encontrará o seu jeito. Mas sugiro que comece com práticas que lhe permitam que você passe a Ser e não só a Fazer.

No meu caso, o divisor de águas foi conhecer e praticar o Ho’oponopono e a Meditação. O Ho’oponopono é uma técnica ancestral havaiana de limpeza de memórias. Todas as nossas decisões são feitas a partir de nosso inconsciente. E se este está cheio de memórias, você não pode ouvir as inspirações.

E a Meditação me ajudou a estar presente e a entrar em sincronicidade com o Universo.

A partir daí não parei mais. E ao encontrar a alegria de viver, sentir e ser, me dedico, após 35 anos como enfermeira, a ajudar outros profissionais da saúde a encontrarem o seu próprio caminho.

E você, por onde quer começar?

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